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Sacristão - Um ofício importante na comunidade
Um dos ofícios
e ministérios mais importantes nas comunidades e nas igrejas
é o do sacristão ou da sacristã. Trata-se, frequentemente,
de um serviço discreto, embora decisivo para o funcionamento
da igreja e para o desenrolar da celebração. O seu protagonismo
não é tão visível e sensível como
o do leitor, do acólito ou do músico e, muito menos, o
do presidente. Mas, sem ele, esses ministérios não actuavam
digna e eficazmente. É ele quem abre a igreja, convoca os fiéis,
prepara os paramentos, o altar, a credência, o pão e o
vinho, a água, o incenso, os livros, o órgão, organiza
as procissões, a recolha dos dons, acende as luzes e liga os
microfones: tarefas demasiado importantes para serem deixadas à
improvisação do momento. É, com efeito, um ofício
tão discreto, mas importante: quando há não se
nota, quando se dispensa faz falta. Com efeito, muitas são as
coisas que se encomendam a um sacristão, sobretudo nas paróquias: |
Requisitos para um bom sacristão
Para ser sacristão
requer-se um conjunto apreciável de qualidades humanas. A natureza
deste serviço, especialmente no que se refere ao trato, à
vigilância, ao bom gosto, ao acolhimento, e a sua necessária
proximidade da celebração o exigem. Maturidade, sentido
de responsabilidade, pontualidade, espírito de ordem e diligência,
asseio e honestidade são qualidades que se exigem a quem deve
receber, orientar e encaminhar pessoas e ordenar coisas: são
eles, particularmente, que devem merecer a confiança dos outros
e tratar com o sagrado. Uma grande capacidade de relação
humana (compreensão, serenidade, ponderação e de
trato, nomeadamente para o trabalho em equipa: o sacristão deve
saber cooperar com todos, particularmente acólitos, leitores,
cantores, sacerdotes, zeladoras, etc). As virtudes da paciência,
como todos os que têm como ofício o atendimento público
(com os fiéis que estão sempre a perguntar os horários
ou os sacerdotes que deixam as coisas fora do lugar) e do bom humor. |