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matrimónio
 
Alianças
Importante:
  1. Seis meses antes deve ser feita a inscrição no C.P.M. e marcada a Celebração.
  2. O Pároco da residência é a entidade indicada para orientar os noivos na preparação, organização do processo e da celebração.
  3. O Sacramento do Matrimónio in acidigital.com ...»
  4. É NECESSÁRIO PARA A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÓNIO:
  • Preparação dos noivos - CPM ...»
  • Certificado para Casamento, passado pela Conservatória do Registo Civil (ou pelo Consulado Português).
  • Certificado para Matrimónio, passado pela Cúria Diocesana onde vai ser celebrado o Matrimónio, depois do processo estar organizado na paróquia.
  • Duas testemunhas com mais de dezoito anos e a indicação do nome completo e residência habitual, apresentando fotocópia do BI ou CC ou Passaporte, para subscrever a acta do Matrimónio. As assinaturas podem fazer-se ou na sacristia ou diante do povo; não se façam, porém, sobre o altar.
 
 
CELEBRAÇÃO DO MATRIMÓNIO

RITOS INICIAIS

Cântico de entrada

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Amen.

A graça e a paz de Deus nosso Pai, e de Jesus Cristo nosso Senhor, estejam convosco.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

(Nome dos noivos), a Igreja toma parte na vossa alegria e acolhe-vos de coração magnânimo, bem como aos vossos familiares e amigos, no dia em que diante de Deus vosso Pai ides constituir entre vós uma comunhão de toda a vida. O Senhor vos atenda neste dia de felicidade, derrame sobre vós as bênçãos do Céu e seja o vosso guia. Ele vos conceda quanto deseja o vosso coração e realize todos os vossos desígnios.

Atendei, Senhor, as nossas súplicas, derramai, benignamente, a vossa graça sobre os vossos servos (nome dos noivos), que hoje se unem em matrimónio junto do vosso altar, e confirmai-os no amor fiel e santo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amen.

LITURGIA DA PALAVRA

Leitura do Livro do Génesis (Gen 1, 26-28.31a)

Disse Deus:"Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra". Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. Deus abençoou-os, dizendo: "Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra". Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom.

Palavra do Senhor

Graças a Deus.

Feliz o homem que põe a sua esperança no Senhor.  (Salmo 127(128), 1-2.3.4-5)

Feliz de ti que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.

Leitura da Epístola de apóstolo São Paulo aos Efésios (Ef 5, 2a.25-32)

Irmãos: Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. Ele quis santificá-la, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja.

Palavra do Senhor

Graças a Deus.

Aleluia. De Sião vos abençoe o Senhor, que fez o céu e a terra. Aleluia.

O Senhor esteja convosco.

Ele está no meio de nós.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 19, 3-6)

Glória a Vós, Senhor

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-lhe:"É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?" Jesus respondeu: "Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher e disse: 'Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne?'. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu".

Palavra da salvação.

Glória a Vós, Senhor.

RITO DO MATRIMÓNIO

Noivos caríssimos, viestes à casa da Igreja, para que o vosso propósito de contrair Matrimónio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Baptismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimónio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

DIÁLOGO ANTES DO CONSENTIMENTO

(Nome dos noivos), viestes aqui para celebrar o vosso Matrimónio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

É, sim.

Vós que seguis o caminho do Matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?

Estou, sim.

Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

Estou, sim.

UNIÃO DAS MÃOS E CONSENTIMENTO

Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

EU (nome do noivo), RECEBO-TE POR MINHA ESPOSA A TI (nome da noiva), E PROMETO SER-TE FIEL, AMAR-TE E RESPEITAR-TE, NA ALEGRIA E NA TRISTEZA, NA SAÚDE E NA DOENÇA, TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA.

EU (nome da noiva), RECEBO-TE POR MEU ESPOSO A TI (nome do noivo), E PROMETO SER-TE FIEL, AMAR-TE E RESPEITAR-TE, NA ALEGRIA E NA TRISTEZA, NA SAÚDE E NA DOENÇA, TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA.

ACEITAÇÃO DO CONSENTIMENTO

Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua benção. Não separe o homem o que Deus uniu.

Bendigamos ao Senhor

Graças a Deus.

BÊNÇÃO E ENTREGA DAS ALIANÇAS

Abençoe o Senhor estas alianças, que ides entregar um ao outro como sinal de amor e de fidelidade.

Amen.

(Nome da esposa), recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

(Nome do esposo), recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Cântico de louvor

ORAÇÃO UNIVERSAL

Irmãos caríssimos:
Celebrando o especial dom da graça e da caridade, com que Deus Se dignou consagrar o amor dos nossos irmãos (nome dos noivos), confiemo-los ao Senhor, dizendo:

Ouvi-nos, Senhor.

Para que os nossos irmãos (nome dos noivos),
unidos em santidade pelo Matrimónio,
possam alegrar-se com a salvação eterna,
oremos ao Senhor.

Ouvi-nos, Senhor.

Para que abençoe a sua aliança,
como Se dignou santificar as núpcias em Caná da Galileia,
oremos ao Senhor.

Ouvi-nos, Senhor.

Para que vivam num perfeito e fecundo amor,
gozem de paz e protecção,
e dêem bom testemunho de vida cristã,
oremos ao Senhor.

Ouvi-nos, Senhor.

Para que o povo cristão progrida sempre na virtude
e aos que vivem oprimidos por várias necessidades
seja concedido o auxílio da divina graça,
oremos ao Senhor.

Ouvi-nos, Senhor.

Para que todos os esposos aqui presentes
sintam hoje renovada pelo Espírito Santo
a graça do seu Matrimónio,
oremos ao Senhor.

Ouvi-nos, Senhor.

ORAÇÃO DOMINICAL

Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.

BENÇÃO NUPCIAL

Os esposos ajoelham

Invoquemos, irmãos, para estes esposos, a bênção de Deus, para que Ele acompanhe com a sua protecção aqueles que uniu pelo sacramento do Matrimónio.

Deus, Pai santo, que pelo vosso infinito poder fizestes do nada todas as coisas e, na harmonia primordial do universo, formastes o homem e a mulher à vossa imagem e semelhança, dando um ao outro como companheiros inseparáveis, para se tornarem os dois uma só carne, e assim nos ensinastes que nunca é lícito separar o que Vós mesmo unistes;
Deus, Pai santo, que no grande mistério do vosso amor consagraste a aliança matrimonial, tornando-a símbolo da aliança de Cristo com a Igreja;
Deus, Pai santo, que sois o autor do matrimónio e destes à primordial comunidade humana a vossa bênção que nem a pena do pecado original, nem o castigo do dilúvio, nem criatura alguma pôde abolir;
olhai benignamente para estes vossos servos, que, unindo-se pelo vínculo do Matrimónio, esperam o auxílio da vossa bênção: enviai sobre eles a graça do Espírito Santo para que, pelo vosso amor derramado em seus corações, permaneçam fiéis na aliança conjugal.
Seja a vossa serva (nome da esposa) fortalecida com a graça do amor e da paz, imitando as santas mulheres que a Escritura tanto exalta.
Confie nela o coração do seu marido,honrando-a como companheira igual em dignidade e com ele herdeira do dom da vida, e ame-a como Cristo amou a sua Igreja.
Nós Vos pedimos, Senhor, que estes vossos servos (nome dos esposos) permaneçam unidos na fé e na observância dos mandamentos; fiéis um ao outro, sirvam de exemplo pela integridade da sua vida; fortalecidos pela sabedoria do Evangelho, dêem a todos bom testemunho de Cristo; (recebam o dom dos filhos, sejam pais de virtude comprovada, e possam ver os filhos dos seus filhos,) e, depois de uma vida longa e feliz, alcancem o reino celeste, na companhia dos Santos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Amen.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Saudai-vos na paz de Cristo.

CONCLUSÃO DA CELEBRAÇÃO

Deus Pai todo-poderoso vos conceda a sua alegria e vos abençoe nos vossos filhos.

Amen.

Deus Filho Unigénito vos assista com a sua misericórdia na prosperidade e na adversidade.

Amen.

Deus Espírito Santo derrame sempre o seu amor nos vossos corações.

Amen.

E a vós todos, aqui presentes, abençoe Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Amen.

Cântico final

(Terminada a celebração, os nubentes, as testemunhas e o ministro subscrevem a acta do Matrimónio. As assinaturas podem fazer-se ou na sacristia ou diante do povo; não se façam, porém sobre o altar.)

 

Aspectos Práticos

O Presidente pode acolher os noivos e seus familiares à porta da igreja ou à entrada do presbitério ou na sua sede. No caso do acolhimento à porta da igreja, convém que haja um número razoável de ministros, a fim de que a procissão se faça com nobreza e solenidade. Nesse caso a ordem é a seguinte: acólitos e outros ministros, sacerdote, seguido dos noivos e familiares.

Omite-se sempre o acto penitencial, não o Kyrie. O Glória, se não for cantado, omita-se.
As leituras devem ser proclamadas, não pelos noivos mas pelos leitores da comunidade ou por leigos idóneos e preparados (que poderão ser escolhidos entre os familiares, testemunhas e outros).

Não se substituam as leituras ou o salmo responsorial por outros textos ou outro cântico.
O consentimento é proferido a seguir à homilia, segundo um dos formulários propostos pelo ritual.

Após a troca das alianças pode ter lugar um canto de louvor ou um hino festivo adaptado.
A bênção nupcial, quanto possível cantada, terá lugar após o Pai Nosso, omitindo-se as orações que se seguem (embolismo e a oração "Senhor Jesus Cristo"...). Os esposos aproximar-se-ão do altar, a não ser que já estejam próximos, e recebê-la-ão de joelhos. O Presidente pronuncia a bênção de mãos estendidas.

À bênção nupcial, segue-se a saudação e o gesto da paz. Evite-se, a todo o preço, que este rito se transforme num momento de apresentação dos cumprimentos aos noivos ou em qualquer outra manifestação de carácter profano.
Recomende-se a Comunhão, sempre que possível, pelas duas espécies, aos noivos (e parentes mais próximos), desde que devidamente preparados, nomeadamente pelo Sacramento da Reconciliação.

A acta do matrimónio seja assinada depois de despedir a assembleia, em lugar adaptado, nunca sobre o altar.

Convidem-se os esposos a manifestar a sua devoção mariana, mediante a oferta de flores a Nossa Senhora, bem como a visitar, durante a sua viagem de núpcias, algum santuário mariano.

Os arranjos da igreja deverão ser inspirados pela simplicidade e pelo bom gosto e respeitar a índole específica e arquitectónica do presbitério e do espaço litúrgico. Em nenhum caso deverão ser ocasião de ostentação social, desfigurar o ambiente sagrado do espaço litúrgico, provocar divisões na comunidade, favorecer a acepção de pessoas ou causar escândalo aos mais desfavorecidos. Se, no mesmo dia, houver mais de um casamento, os noivos e familiares deverão pôr-se de acordo, com a mediação da Igreja, para se realizar um único arranjo floral.

As reportagens fotográficas e filmadas sejam feitas, no máximo, por dois operadores. Dê-se preferência a profissionais que conheçam o carácter, o sentido e o desenrolar da celebração. Não devem ser permitidas gravações integrais (de som e de imagem) da celebração. O uso de flash ou de projectores seja evitado ou, no mínimo, limitado. Os operadores deverão ocupar um lugar fixo e discreto, de modo a não perturbar o rito e a participação da assembleia.

Os bancos e genuflexórios para os noivos (e, porventura, para as testemunhas e os pais) devem ser colocados fora do presbitério, dando-lhes um justo destaque, mas sem dificultar a participação de todos na celebração.

O traje dos noivos, embora festivo, deve ser digno e decoroso e condizente com o lugar sagrado e a celebração em que participam. O mesmo se aplica aos convidados e restantes pessoas, muito particularmente às testemunhas e aos que desempenham algum ministério litúrgico, por exemplo aos leitores.

Importa, com sábia pedagogia, impedir que as nossas igrejas se transformem em espaços de exterioridade ou exibicionismo mundano que, em vez de convidarem ao recolhimento e oração, fomentem a tagarelice.

O cuidado que se puser na preparação da celebração muito contribuirá para esta que se torne um sinal eficaz e frutuoso, não apenas para os que habitualmente tomam parte na vida da comunidade, mas, muito particularmente, para aqueles que, dela afastados, a ela acorrem nessa circunstância.

 
Sugestão de cânticos

Entrada: Do seu santuário vos ajude o Senhor, M. Luís, NCT 400 (NRMS 26);
Caminhai alegremente, F. Silva, A Igreja canta pág. 652; 
Salmo Responsorial: A Terra está cheia da bondade do Senhor, F. Santos, NCT 401, ou S. Marques, A Igreja canta pág. 649;
Ditosos os que temem o Senhor, M. Luís, Salmos Responsoriais, pág. 32
Apresentação dos Dons: Abençoai, Mãe Bondosa, M. Faria, CT 583;
Juntos para Sonhar, Aragués, CT 586
Comunhão: Em todo o tempo bendirei o Senhor, S. Marques, A Igreja canta, pág. 660;
Jesus Cristo fundou a Sua Igreja, F. Silva, NCT 407;
Saboreai e vede, M. Luís, NCT 335 ou NCT 394;
Dou-vos um mandamento novo, J. Martins, CT 105;
Cantai ao Senhor, M. Luís, NCT 405
Final: Como o Lar de Nazaré, B. Salgado, A Igreja canta pág. 653;
Maria, Mãe do Senhor, Az. Oliveira, A Igreja Canta, pág. 667;

NCT - Novo Cantemos Todos
NRMS - Nova Revista de Música Sacra
CT - Cantemos Todos
 
Informações Jurídicas

CÓDIOGO DO REGISTO CIVIL

ARTIGO 167º
Assento paroquial
1 - O assento paroquial do casamento católico é lavrado em duplicado, logo após a celebração do matrimónio, e deve conter as seguintes indicações:
a) Hora, data, lugar e paróquia da celebração, bem como a freguesia, se não coincidir com aquela, e o concelho;
b) Nome completo do pároco da freguesia e do sacerdote que tiver oficiado no casamento;
c) Nome completo, idade, naturalidade e residência habitual dos nubentes;
d) Nome completo dos pais ou do tutor dos nubentes e do procurador de algum deles, se os houver;
e) Referência à existência do consentimento dos pais ou representantes legais dos nubentes menores ou ao respectivo suprimento e, quando tiver sido prestado no acto da celebração, a menção desta circunstância;
f) Referência ao facto de o casamento se ter celebrado com ou sem convenção antenupcial e a menção do respectivo auto ou escritura, com indicação do regime de bens estipulado, se for um dos regimes tipo, e, se for imperativo, da menção desta circunstância;
g) Declaração, prestada pelos nubentes, de que realizam o casamento por sua livre vontade;
h) Apelidos adoptados por qualquer dos nubentes;
i) Apresentação do certificado exigido pelo artigo 146º, com a indicação da data e conservatória em que foi passado;
j) Nome completo e residência habitual de duas testemunhas.
2 - Se os elementos de identificação dos cônjuges ou de seus pais, constantes dos documentos eclesiásticos, não coincidirem com os do certificado, devem indicar-se no assento também estes últimos, com a declaração de que o pároco verificou tratar-se de meras divergências formais.
3 - A menção da existência de convenção antenupcial, no caso previsto no nº 2 do artigo 147º, só é feita se, até ao acto da celebração do casamento, for apresentado o respectivo documento, devendo referir-se no assento a data do auto ou escritura e a indicação da conservatória ou do cartório em que o documento foi lavrado.
4 - Sendo apresentado pelos nubentes, no acto da celebração do casamento, documento que contrarie a menção do certificado relativa às convenções antenupciais, deve esta menção ser alterada no assento, referenciando-se aquele documento.
5 - Tratando-se de casamento celebrado com dispensa do processo de publicações mediante autorização do ordinário próprio, deve mencionar-se no assento esta circunstância e a data da autorização.


ARTIGO 168º
Assinatura
1 - O assento e o duplicado são assinados pelos cônjuges, quando saibam e possam fazê-lo, pelas testemunhas e pelo sacerdote que os houver lavrado.
2 - Devem ainda assinar o assento e o duplicado os pais ou tutor dos nubentes menores, se souberem e puderem fazê-lo, quando no acto da celebração hajam prestado o consentimento para o casamento, o procurador e o intérprete, se os houver.


ARTIGO 169º
Remessa do duplicado
1 - O pároco da paróquia da celebração do casamento é obrigado a enviar à conservatória competente, dentro do prazo de três dias, o duplicado do assento paroquial, a fim de ser transcrito no livro de assentos de casamento.
2 - Nos casamentos, cuja imediata celebração haja sido autorizada pelo ordinário, deve ser remetida com o duplicado cópia da autorização, autenticada com a assinatura do pároco.
3 - Com o duplicado são igualmente remetidos os documentos a que se referem os nºs 3 e 4 do artigo 167º, quando se verifiquem as hipóteses neles previstas.
4 - O duplicado e os demais documentos são remetidos pelo correio, sob registo, ou entregues directamente na conservatória, cobrando-se neste caso recibo em protocolo especial.
5 - Se o duplicado se extraviar, o pároco deve enviar à conservatória, logo que tenha conhecimento do facto, certidão de cópia integral do assento, a fim de servir de título para a transcrição.


ARTIGO 171º
Conservatória competente para a transcrição
1 - É competente para a transcrição do assento de casamento católico a conservatória que houver passado o certificado ou, na falta deste, a do lugar da celebração do casamento.
2 - Se o processo de publicações tiver corrido no continente e o casamento se celebrar nas Regiões Autónomas e, bem assim, na hipótese inversa, a transcrição é feita na conservatória da área da freguesia onde tiver lugar a celebração, devendo o duplicado ser acompanhado de uma cópia do certificado autenticada e com a assinatura do pároco.
3 - O disposto no número anterior é igualmente aplicável no caso de o casamento ser celebrado em Portugal, com base em certificado passado por agente diplomático ou consular português.


ARTIGO 172º
Prazo para a transcrição
1 - O conservador deve efectuar a transcrição do duplicado ou da certidão do assento paroquial dentro do prazo de dois dias e comunicá-la ao pároco, por meio de boletim de modelo aprovado por portaria do Ministro da Justiça, até ao termo do dia imediato àquele em que foi feita.
2 - O prazo para a transcrição conta-se a partir do recebimento do duplicado ou da certidão completada ou esclarecida, nos casos a que se refere o nº 3 do artigo 174º, a partir do despacho final, no caso previsto no artigo 173º, e a partir do recebimento do duplicado ou da certidão, nos restantes casos.
3 - Na falta de remessa do duplicado ou da certidão do assento pelo pároco, a transcrição pode ser feita a todo o tempo, em face de qualquer desses documentos, a requerimento de algum interessado ou do Ministério Público.


SUBSECÇÃO II
Assento de casamento católico celebrado por portugueses no estrangeiro
ARTIGO 178º
Transcrição do assento paroquial
1 - A transcrição do casamento católico celebrado no estrangeiro entre nubentes portugueses ou entre português e estrangeiro tem por base o assento paroquial.
2 - À transcrição deste casamento é aplicável o disposto nos artigos 184º e seguintes, podendo esta ser recusada nos termos em que o pode ser a transcrição do casamento católico celebrado em Portugal.
3 - Se, por imperativo da lei local, os cônjuges casados catolicamente tiverem também celebrado casamento por forma não católica, menciona-se na transcrição do assento paroquial essa circunstância, em face de documento legal comprovativo.


SUBSECÇÃO III
Registo de casamento católico celebrado depois do casamento civil
ARTIGO 179º
Registo por averbamento
O casamento católico celebrado entre cônjuges já vinculados entre si por casamento civil anterior não dissolvido é averbado oficiosamente ao assento deste em face de duplicado ou certidão do assento paroquial, enviada pelo pároco ou a requerimento dos interessados, independentemente do processo de publicações.
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