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Páscoa
 
Mensagem Pascal de D. António Luciano

Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia! Aleluia!
Ele é a nossa Páscoa, a festa florida da Vida nova!

1. A Páscoa florida e cheia de páscoas brancas, no jardim da Igreja, está a ser celebrada em templos vazios de fiéis. Mas o Espírito de Jesus Ressuscitado está vivo e anima o coração dos fiéis, dando-lhes a vida nova.
Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia!
Dai graças ao Senhor porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia! “Vemos Jesus coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu” (Hebr 2, 9b). Por isso, “Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se…” (Act 10, 40). A liturgia Pascal canta este hino, dizendo: “Este é o Dia glorioso em que Cristo triunfou, na alegria da mais bela primavera (…)”.
Somos uma “Igreja em saída”, em renovação, um “hospital de campanha” (Papa Francisco) com igrejas vazias, sem fiéis, sem visita pascal — que estranha sensação para os fiéis e os pastores; uma Igreja que é verdadeira comunidade reunida espiritualmente, mistério de comunhão, chamada a crescer como povo sacerdotal, povo de batizados no caminho da santidade.

2. O Cordeiro Pascal que foi imolado é Cristo, nossa Páscoa. Ele é a nossa Luz, o Ressuscitado, que, na noite escura da Paixão e da Morte, venceu. Destruindo o pecado, ofereceu ao mundo a Vida nova.
Cristo Ressuscitado é a nossa esperança e a alegria de viver a vida com sentido. Ele está connosco para sempre na Palavra, na Eucaristia e nos pobres e doentes, nos sem abrigo.
Os cristãos, a vivermos a Páscoa em isolamento social, temos uma certeza: a de que Jesus está vivo e presente no meio de nós. E como disse aos seus discípulos, também hoje diz a cada um de nós: Eu sou o Ressuscitado, Aquele que estive morto, mas agora vive. E diz-nos também: “A paz esteja convosco. Não temais, sou Eu que estou aqui convosco”.

3. As Sagradas Escrituras explicam-nos, no texto que descreve a experiência do encontro dos discípulos de Emaús com Jesus Ressuscitado, algo de único: Cristo vive! “Deus ama-te” (…)! “Ele entregou-Se por ti” (…)! “Ele vive” para ti! É o teu melhor amigo!
Cristo Ressuscitado traz-te sempre a alegria e a felicidade, na novidade e originalidade da sua presença no meio de nós: este ano, no sofrimento e na provação, no isolamento da nossa casa e da nossa família, sentados à volta da mesa como os discípulos de Emaús. Ele dá-se a conhecer ao partir do pão, como fez com os discípulos de Emaús. Faz-nos o convite para fazermos uma verdadeira comunhão espiritual com Ele, em família, “Igreja doméstica”. Diz a todos os que celebram esta Páscoa: comungai o “Meu Corpo” em verdadeira comunhão espiritual. Eu estou Vivo. Eu sou o Cordeiro Pascal que foi imolado, o Pão Ázimo da alegria e da partilha, oferecido a cada um de vós.
Peço aos sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos empenhados na vida das paróquias que tenham a coragem de levar Cristo Ressuscitado a todas as pessoas e a todos os lugares e ambientes, através das novas tecnologias…

4. Convido-vos a iniciar, na Sexta-Feira Santa, a novena da Divina Misericórdia; a rezar o Terço da Misericórdia para pedir, com fé, esperança e confiança, a Jesus, o Ressuscitado, o fim da pandemia Covid-19.
Celebremos, no 2º Domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia, com o olhar e o coração no horizonte da Vida nova que nos oferece Cristo Ressuscitado, e, com gratidão, rezemos como Santa Faustina : “JESUS, EU CONFIO EM VÓS”.
5. Desejo Santas Festas Pascais a todos! Sim, a todos, de modo especial aos profissionais de saúde, aos cuidadores que nos hospitais, lares, misericórdias, instituições e em casa servem os doentes e os idosos. Que as crianças, os jovens, os padrinhos, os afilhados, as famílias, não deixem faltar a ninguém a alegria do folar da amizade, do acolhimento da cruz, da escuta da palavra, da compaixão pelos que sofrem, da misericórdia pelos pecadores e da presença solidária. Que partilhemos as amêndoas dos afetos e da alegria com toda a humanidade fragilizada, ferida, magoada e doente. Olhemos com alegria para o nosso mundo, cheios de esperança, sinal da Páscoa florida, feita de pequenos sinais e gestos; pequenas páscoas que são presença de vitória e de confiança n´Aquele que foi levantado na Cruz para nos salvar e curar as nossas enfermidades
6. Como batizados, como cristãos, estamos todos “na mesma barca”, a Igreja, que nos conduz a porto seguro. Com Cristo, aspiremos às coisas do alto! Quando tudo isto terminar, com certeza seremos melhores e estaremos mais disponíveis para seguir e servir a Cristo, o nosso Cordeiro Pascal.
“A alegria que os Apóstolos experimentaram na Ressurreição de Cristo, superou qualquer outra alegria que eles tiveram quando Jesus estava
ainda com eles no seu corpo mortal…” (Santo António de Lisboa).
Com Maria, a Senhora da Alegria, e São José, com Santa Maria Madalena e São João, sejamos testemunhas verdadeiras do Ressuscitado.
Santas Festas Pascais, com a bênção de Jesus Cristo Ressuscitado, para quantos vivem no território florido desta nossa querida Diocese de Viseu.

Viseu, 2 de abril de 2020

O vosso pastor e irmão, que muito vos estima,

+ António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

 

PARA NOS IRMOS ORGANIZANDO, DEIXO ALGUMAS INDICAÇÕES DO NOSSO BISPO PARA CELEBRARMOS A SEMANA SANTA E A PÁSCOA


Durante o período da Semana Santa, sugere-se que, num lugar visível do exterior de cada casa, haja uma cruz, ornamentada segundo a criatividade de cada família cristã. [Domingo de Ramos com verdura, depois despida e em Domingo de Páscoa com flores].
Para estarmos unidos ao nosso bispo são estas as celebrações previstas na nossa Catedral durante a Semana Santa e com transmissão online:
05 de abril [Domingo de Ramos] às 11:00 - Celebração de Ramos;
09 de abril [Quinta-Feira Santa] às 18:00 - Missa da Ceia do Senhor;
10 de abril [Sexta-Feira Santa] às 15:00 - Celebração da Paixão e Morte do Senhor;
11 de abril [Sábado Santo], às 21:00 - Vigília Pascal;
12 de abril [Domingo de Páscoa] às 11:00 - Eucaristia Solene da Ressurreição do Senhor.
Em relação à Visita Pascal, ela será feita espiritualmente. Sugere-se que a família se reúna em volta de uma Cruz, se possível enfeitada, e uma vela acesa, como símbolo da Luz que é Cristo Ressuscitado, Aquele que pode dissipar as densas trevas que se abateram sobre a humanidade. Todos na mesma barca, embora em lugares diferentes, sentir-nos-emos verdadeira Igreja Pascal.

 
  • Transmissões da Semana Santa na Sé de Viseu

  • HORÁRIOS
  • 11:00 Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
  • 18:00 5ª-Feira Santa: Missa Vespertina da Ceia do Senhor
  • 15:00 6ª-Feira Santa: Celebração da Paixão do Senhor
  • 21:00 Sábado Santo: Solene Vigília Pascal
  • 11:00 Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor
 

LECTIO DIVINA – Leitura Orante de Mc 4, 35-41

0. Preparação
Procuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e
suavemente.
Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o
Espírito Santo:
Espírito de verdade,
A ti consagro a mente e pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o Seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura
Leio pausadamente o Evangelho Mc 4,35-41. Relaciono-o com o tempo presente.
Naquele dia, ao entardecer, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem
do lago». Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava
sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta, e as
ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça
numa almofada. Eles acordaram-n’O e disseram: «Mestre, não Te importas que
pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e
está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e
diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe
obedecem?».

2. Meditação (A partir do Papa Francisco)
O que é que o texto me quer dizer?
Diz-nos que olhando para a realidade que nos envolve percebemos que, neste
barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem
angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de
que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o
conseguiremos juntos.” (Papa Francisco). Este Evangelho é a palavra exata para o
tempo e o momento que vivemos. E assim percebemos: não somos nós que lemos a
Palavra de Deus é a Palavra de Deus que nos lê a nós, que entra na nossa história.
E então entendemos o que nos parecia tão estranho e impenetrável: “O Verbo se faz
carne e habitou no meio de nós.”. Ao repartir a Palavra Francisco lê a nossa vida,
desce ao nosso coração para nos convocar: “só conseguiremos juntos.”
Somos um. Não nas ideias ou nas doutrinas, mas na vulnerabilidade que em Jesus
une a nossa humanidade a Deus, para sempre. Sem divisão, nem confusão.
“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas
e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos
projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e
abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa
comunidade”, refere o Papa Francisco.

3. Oração com Deus
Que tempo este, Senhor! Todos recomendam ficar em casa e, Tu, desafias-me a
passar para o outro lado da margem!? Mas o teu Evangelho não fala em sair de casa, mas sim daquilo que nos aprisiona
interiormente. Não Te referes à pandemia, mas à vida mais forte que a morte. Não
esperas de mim que seja temerário com a vida, a minha e a alheia. Pelo contrário,
alentas-me a não ceder ao medo contagioso, ao alarmismo asfixiante. Queres-me
de pé perante a adversidade, realista e confiante na tempestade. Por tudo isso,
bradas com voz forte: Ainda não tendes fé?
É dos meus túmulos que tenho de sair: medo, desespero, autossuficiência egoísta,
indiferença com os outros… Tantas atitudes que declaram morte espiritual, que
atrofiam o coração. Diante de Ti, analiso os meus sentimentos atuais. Cura-me do
egoísmo. Liberta-me da opressão da incerteza.
Que eu saiba abraçar a Tua cruz e encontrar nela a coragem de abraçar todas as
contrariedades da hora atual, e viva a hospitalidade, a fraternidade e a
solidariedade. 

4. Contemplação
Senhor, Tu és a força e coragem da vida em mim. A tua Palavra é ancora e porto
seguro na tempestade. Como aos discípulos, reergues-me. Amparado em Ti,
saberei cuidar dos outros. Por isso, louvo-Te e abandono-me nas tuas mãos.
ConTigo, fico em paz. Agradeço, contemplo e adoro. Inspira-me o que esperas e
mereces de mim.
Apoiado em Ti, ouso comprometer-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na
minha relação diária conTigo e com os outros.
UM PENSAMENTO
“Neste barco, estamos todos.Só o conseguiremos juntos.” (Papa Francisco)

PROVOCAÇÕES/ AÇÃO
- Acredito que o Deus de Jesus é o Deus da vida?
- Estou comprometido na libertação e solidariedade com os meus irmãos?
- Nesta Páscoa, que farei pela minha libertação e pela dos outros?
Pede ao Espírito Santo a graça da confiança no meio da tormenta.

 
 
A imagem pode conter: possível texto que diz 'A Igreja não fecha, o que fecha são os locais de culto porque a Igreja SOMOS nós, corpo vivo de Jesus Cristo em todas as partes'
 
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